25 junho 2009

The Settlers of iPhone

Mais uma novidade para o iPhone vinda dos jogos de tabuleiro. Desta vez é o super clássico de Klaus Teuber, The Settlers of Catan, contudo, em uma forma "remodelada" para o Império Romano. Até mesmo o nome é diferente: Kolonist.


O jogo é distribuído na AppStore pela Kayxo, ao valor de $1.99 e permite assim como sua versão para o tabuleiro, o jogo de 3 a 4 participante que irão disputar os recursos naturais da pequena ilha para aumentar suas construções como cidades, fazendas e estradas. O objetivo é obter influência para se tornar o Governador da Ilha de Kayxo. O ladrão aqui é representado pelos "Bárbaros" mas exerce a mesma função de seu parente próximo.


A mecanica do jogo é parecida, e a temática fora adaptada, porém, não alterando muito a sua jogabilidade. Aliás, sua adaptação em forma eletrônica foi muito bem implementada, mas ainda assim não substitui uma mesa com jogadores reais.

De qualquer forma, continua sendo recomendado até mesmo porque já é um clássico na forma tradicional e com certeza o será em mídia digital.

25 maio 2009

Um Zoológico Virtual

Mais um jogo de tabuleiro deu as caras no iPhone da Apple. Desta vez foi o premiadíssimo Zooloretto de Michael Schacht trazido pela Chiilingo e SpinBottle Games.

Igualmente a versão do tabuleiro, o Zooloretto digital traz para os usuários do iPhone a possibilidade de administrar um zoológico, buscando atrair a maior quantidade de visitantes pela variedade e quantidade de animais expostos.

Macacos, Elefantes, Flamingos e até os Pandas estão presentes na versão digital, que possibilita jogarmos contra adversários comandados por uma "inteligência" artificial ou ainda compartilhando o aparelho para jogarmos contra oponentes reais.


Certamente a experiência não iguala a mesma daquela em que nos encontramos sentados à mesa para uma partida com a família ou amigos, mas ainda assim se mostra extremamente interessante na medida em que podemos a qualquer hora do dia jogarmos uma partidinha de Zooloretto.

Percebe-se que cada vez mais o aparelho da Apple se mostra um aliado dos Board Games, unindo a vontade de jogar com a ampla disponibilidade de tempo proporcionada pelo iPhone.

Fonte das imagens: BGG e SpinBottle

13 abril 2009

Reiner Knizia da Apple

Não. O Knizia não foi contratado pelo Steve Jobs, mas uma de suas criações foi parar na maquininha fenomenal da Apple unindo a tecnologia do iPhone com a mente fértil deste autor de vários jogos.


Desta vez o boardgame escolhido para integrar uma plataforma de jogo eletrônico foi o Knights of Charlemagne, de 1995 (também conhecido como Tábula Rasa). Trata-se de um Card Game de 1 a 4 jogadores (no iPhone suporta até 2 jogadores) onde cada um representará um exército de cavaleiros tentando obter a soberania militar sobre alguns reinos.

Cada jogador possui um deck com cartas representando seu exército com cavaleiros de 5 cores diferentes (azul, amarelo, vermelho, rozo e verde) e de 5 números diferentes (1 - 5), sendo que cada reino possui as mesmas cores das cartas e o mesmo número das cartas.


Assim, em cada turno de jogo, os participantes colocam suas cartas de acordo com o reino, ou seja, as cartas vermelhas somente podem ser colocadas no reino vermelho ou em um que tenha o mesmo número da carta. Ao final da partida àqueles que conseguirem obter a maioria no reino ganhará os pontos de vitória.

Para as cartas de reino numeradas, o seu número será o valor dos pontos de vitória. No caso das cartas de reino coloridas, cada uma representará 5 pontos. Em caso de empate em qualquer reino, cada jogador ganhará 1 ponto de vitória. Ainda, o primeiro jogador a pontuar dois reinos numerados, ganhará a coroa que valerá por 5 pontos. Em caso de empate ao final do jogo, o desempate se dará a favor daquele que pontuou o reino de menor número.


Em resumo, é um ótimo jogo para termos no iPhone, demonstrando mais uma vez que o mundo dos Boardgames não irá sucumbir a febre tecnológica, e que boa idéias valem muito mais do que apenas belas imagens feitas em computador.

Fonte das imagens: www.boardgamegeek.com
http://appulo.us/appdb/?page=viewapp&id=5813

17 março 2009

O Peso da Antiguidade


Hoje vou comentar sobre um jogo literalmente pequeno mas de peso. O "Roll Through the Ages" faz jus a estes qualificadores mas nem por isso deixa de ser um ótimo passatempo, inclusive para partidas solos. Quem me mostrou e depois me vendeu este jogo foi o Marcelo da JogaSampa.

Trata-se de uma versão super reduzida e simplória do original "Throught the Ages", voltada mais para o público casual ou ainda para aqueles que querem ter uma experiência animada de um jogo rápido de dados com estratégia.

Os componentes são bem trabalhados, sendo que para cada jogador (4 no total) existe um marcador de madeira que controlará os bens e comida dos participantes. Além disso há um enorme bloco de notas com fichas de m
arcação individual onde é traçada a estratégia de cada um e controlados os pontos de vitória. Nestas fichas estão mencionados os monumentos a serem construídos e as tecnologias que ajudarão os jogadores no decorrer da partida.



Os turnos são realizados com rolagem de dados (dãã, Roll Throught....) com figuras no lugar dos números. Podemos obter como resultado: 3 alimentos, 3 trabalhadores, 2 alimentos ou trabalhadores, produtos, dinheiro, e por fim um desastre. Podemos rolar até três vezes os dados, com exceção dos desastres que quando tirados, devem ser "travados".

O interessante no resultado dos desastres é o fato de que de acordo com a quantidade deles obtida, podemos ou perder pontos (quando tiramos dois desastres) ou então fazer com que os outros jogadores percam pontos (quando tiramos três desastres).

E ainda para equilibrar, cada dado desastre garante 2 produtos para serem utilizados para compra. Porém, ao final do turno o jogador não pode ficar com mais de 6 produtos, devendo descartar o excesso. Existe uma tecnologia que ignora este limite permitindo o acúmulo ilimitado de produtos.

Cada jogador inicia a partida com 3 dados (ou cidades como são chamadas) e devemos ao final de cada turno alimentar cada cidade, sob pena de perder 1 ponto por cidade não alimentada
.


As tecnologias modificam as regras a favor daqueles que as desenvolveu além de valerem como pontos de vitória no fim da partida. Para comprá-las é necessário a utilização de dados de dinheiro ou então dos produtos marcados no controle individual.

Temos tecnologias que garantem pontos adicional (Bônus) e dependem do número de cidades e de monumentos.


Por fim, os monumentos garantem aos seus construtores pontos de vitória, sendo que o primeiro que construir ganha os pontos int
egrais e o segundo somente a metade dos pontos.


A partida termina quando forem construídos todos os monumentos ou quando o primeiro jogador desenvolver sua quinta tecnologia. Então são somados os pontos das tecnologias, dos monumentos e dos bônus, subtraíndo os desastres e aquele com a maior pontuação é o vencedor (dãã, não me diga).

Em síntese, Roll Through the Ages é um jogo rápido, interativo, com fator sorte mas permitindo uma boa dose de estratégia na construção de pontos. Para aqueles que gostam de um joguinho solo, terão neste um grande parceiro tentando sempre aumentar sua pontuação.

Recomendado, mas ainda bem longe do Through the Ages.

11 março 2009

A Guerra da Caixinha


Depois de falar sobre o Red November, pensei que não encontraria um bom jogo em uma caixa de dimensões reduzidas. Pois bem, enfim encontrei algo que pode servir como um ótimo passatempo e ainda assim caber no bolso da calça ou da camisa. A caixa é do tamanho de um maço de cigarros e comporta todas as cartas e ainda o manual do jogo, muito mal escrito (que aliás é o único defeito que encontrei).

Estou a falar do jogo "The Battle for Hill 218", um wargame de cartas para dois jogadores, onde são representados os exércitos dos aliados e do eixo. A batalha em questão gira em torno da conquista da Colina 218, um local estratégico para ambos os lados onde não serão poupados esforços para sua conquista.

Cada jogador possui um deck de cartas identico, contendo algumas unidades de ataque, como infantaria, artilharia, forças especiais, etc. Todas as cartas possuem três elementos essenciais ao jogo: Supply, Attack, Support.


O Supply define a linha de suprimentos entre o batalhão e a sua base, sendo que caso não seja possível manter este caminho, não será possível baixar a carta em questão.

No caso do Attack, teremos dois tipos distintos: o ataque direto, que por si só é capaz de aniquilar o batalhão inimigo (artilharia, tanques e airstrike); e o ataque com suporte, onde para exterminar a unidade inimiga teremos que ter uma outra unidade nos dando suporte. Este tipo de ataque é o mais frequente no jogo, sendo que a dose de estratégia se deve bom parte a este quesito.


Por fim, temos a questão do Support, que como j
á vimos, servirá como uma unidade a mais para o ataque.



Dependendo da unidade escolhida, cada elemento irá variar de direção, podendo a mesma ser de forma diagonal ou ortagonal, ou ainda cubrindo todos os flancos.
A vitória se dá quando um jogador consegue invadir a base inimiga, inserindo uma unidade sua. O jogo termina ainda quando as cartas do deck e da mão dos jogadores acabarem, sendo que o ganhador será definido por quem tiver mais cartas na mesa do jogo.

Pelo tamanho extremamente reduzido, pela ótima qualidade do material das cartas e por possibilitar uma boa dose de estratégia aos jogadores, indico o The Battle for Hill 218 para todos aqueles que gostam de uma passatempo rápido e prazeroso.

imagens extraídas do BGG