02 dezembro 2008

Mac Gerdts sem o Rondel

Nosso último jogo analisado foi o Antike de autoria de Walther Mac Gerdts que assim como seus outros dois jogos (Imperial e Hamburgum) utiliza a mecânica do Rondel. Desta vez, o mais novo jogo de Gerdts é o The Princes of Machu Picchu, lançado na Essen de 2008 e baseado na cidade do Peru que lhe dá o nome, contudo, desta vez o Rondel não mais será o centralizador das ações no tabuleiro.

A temática do jogo envolve a civilização Inca em Machu Picchu que tenta expulsar a maldição dos espanhói que buscam o ouro da cidade. Para tanto os principes realizam sacrifícios para agradar ao deus Sol que no prazo de 9 dias e uma noite (isso mesmo, o jogo tem divisão entre dia e noite) deverá afastar a maldição, caso contrário os espanhóis encontrarão a cidade e o resto da história a gente já sabe...

Basicamente, em The Princes of Machu Picchu as ações serão determinadas pela colocação do Príncipe em determinado distrito da cidade (são 15 distritos ao todo) que ativará a função especial deste distrito, podendo ele ser de produção (Campos de Milho, Prado dos Lamas, Plantação de Coca, Bairro dos Tecelões, Bairro dos Oleiros), ou templos de sacrifícios que auxiliarão na caminhada do caminho Inca (Templo do Condor, Templo do Puma, Templo do Sol e o Templo Principal), distritos para estabelecimento de novos Incas no tabuleiro (Cabana do Guarda e o Palácio Real), distritos para adquirir padres e virgens (Casa dos Padres e a Casa das Virgens) e dois outros distritos com ações especiais (Praça Central e o Relógio do Sol).


O príncipe ativa os distritos movendo-se para eles, contudo, deverá mover-se apenas entre distritos adjacentes ao que já se encontra, podendo caso queira, valer-se de uma lama para mover-se para qualquer ponto de Machu Picchu. Ativando os distritos específicos o jogador deverá fazer um gerenciamento de recursos que o ajudará a adquirir os padres e as virgens que irão realizar o sacrifício das lamas e de produtos necessários para agradar ao deus Sol (ou você pensava que eram as virgens que seriam sacrificadas).

O distrito especial da Praça Central servirá como um mercado para os jogadores que poderão os produtos que possuem com o banco de modo a melhor administrar seus recursos de acordo com a estratégia traçada, podendo inclusive influenciar o mercado de produtos com a venda para o mesmo ou ainda desabastecendo-o.

Um ponto interessante no jogo é a definição do horário, podendo ser de dia ou de noite. Existem 7 placas da Lua que são adquiridas quando o jogador opta por não mover o seu príncipe deixando de realizar a ação do distrito. Assim que um jogador retira a terceira Placa da Lua retirará a placa do sol e mudará o tempo de dia para noite, definindo este jogador como o jogador inicial do dia seguinte. Este período noturno servirá basicamente para atualizar as informações do tabuleiro e para distribuir determinados recursos para os jogadores.

A partida termina através de duas situações:

1) imediatamente, se forem adquiridos todos os 15 padres e virgens ou se as 28 cartas de sacrifício se esgotarem, quando então o deus Inca sairá vitorioso expulsando os espanhóis e recompensando o jogador com mais pontos de vitória chamando-o de vencedor do jogo.

2) ao final do 9 dia, se não for possível salvar Machu Picchu, os espenhóis encontrarão a cidade e aquele jogador com o maior número de ouro nas cartas de sacrifício irá triplicar os seus pontos de vitória, e o segundo irá duplicar, sendo que os demais permanecerão com o mesmo número de PV.

Em síntese, The Princes of Machu Picchu é um jogo de gerenciamento de recursos para compra de cartas especiais (padres e virgens) que possibilitarão ao jogador adquirir pontos de vitória com o sacrifício.


Os componentes do jogo parecer ser da mesma qualidade dos anteriores, com miniaturas de madeira representando alguns produtos e o príncipe, e ainda com círculos de madeira representando os demais Incas. O que chama a atenção é o tabuleiro do jogo que parece ter recebido uma maior atenção mostrando-se ser a princípio bem funcional.



Então, como um primeiro preview, considero que The Princes of Machu Picchu, apesar de deixar de lado a dinâmica do Rondel trazendo uma mecânica de escolha de ações mais tradicional, ainda assim deve agradar aos fãs do gênero e certamente aos entusiastas dos jogos de Mac Gerdts.
Imagens extraídas do BGG

2 comentários:

Edu disse...

Fala Parma, está muito legal o seu blog, parabéns.

abs.

#nbs# disse...

Pois é este Machu Pichu é um joguinho bem bom... sem Rondel, mas onde o próprio tabuleiro te obriga a uma lógica circular - como se fosse ele mesmo o Rondel.
Ajudei com a malta do SpielPortugal a testar o jogo - é quase como um filho para mim ...
Espero que gostem - tanto como nós por cá.



Abraço de Portugal